Cirurgia por vídeo corrige deformidade do peito escavado

Muitas pessoas nascem com uma deformidade no tórax conhecida popularmente como peito escavado (pectus excavatum). Essa deformidade, que é uma malformação congênita, pode causar dificuldades no sistema respiratório e cardíaco e intolerância à prática de exercícios físicos devido à compressão dos pulmões e do coração. Além disso, o peito escavado pode provocar alterações psicológicas e na qualidade de vida de quem convive com o problema.

A cirurgia minimamente invasiva do peito escavado ou videotoracoscopia é mais recomendada dos 8 aos 16 anos de idade. Há relatos dessa cirurgia em pacientes com mais de 20 anos de idade com bons resultados.  As principais vantagens desta técnica sobre a convencional são: menor trauma cirúrgico sobre as estruturas da parede torácica anterior, menor tempo de cirurgia  e um melhor resultado estético. A técnica foi descrita pela primeira vez pelo médico Donald Nuss em 1987, nos EUA, baseada no princípio da maleabilidade da parede torácica das crianças.

Na videotoracoscopia são realizadas pequenas incisões, por onde se introduz uma barra metálica para elevação e sustentação das cartilagens defeituosas e do esterno. Estabilizadores   subcutâneos nas extremidades da barra a mantém em posição correta até a sua retirada, em geral após três anos. Já a cirurgia clássica é feita por via aberta através de uma grande incisão e com a retirada das cartilagens costais defeituosas e osteotomias no esterno.

“A correção da deformidade torácica por videocirurgia possui indicações precisas e deve ser adaptada a cada paciente”, explica o cirurgião torácico José A. Zampier, da clínica C&C Consultórios Médicos, em Curitiba. “Nem todos os pacientes precisam de cirurgia e há tratamentos alternativos não cirúrgicos para algumas deformidades”, complementa o cirurgião torácico Marcos Chesi, da C&C Consultórios Médicos.

Fotos: Divulgação

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