Empresa do oeste do Paraná busca parcerias para desenvolvimento de produto inovador

Agregare, de Cascavel, prevê transferência de tecnologia com empresas da União Europeia, além de apoio do Sebrae/PR e Fundetec

O reaproveitamento de resíduos é feito pela Agregare desde 2008. A empresa, com sede em Espigão Azul, zona rural de Cascavel, no oeste paranaense, recolhe e trata resíduos vindos principalmente da cadeia produtiva de aves da região e transforma em adubo orgânico para as lavouras. Até o final deste ano, a empresa pretende lançar um produto inovador no mercado, o adubo orgânico para controle biológico de pragas que, além de nutrir o solo, promete dispensar o uso de fungicidas e herbicidas em propriedades rurais.

“Já temos a formulação do produto. Agora, estamos em busca de parcerias para produção. Nosso maior estímulo em chegar a um produto como esse foi pensar na saúde das pessoas, do meio ambiente e no futuro, tentando minimizar o uso excessivo de agroquímicos”, explica o empresário Atila Saraiva de Rezende que, estimulado pelo Sebrae/PR, mostrou a proposta de inovação a médias e grandes empresas da União Europeia durante a Missão de Matchmaking da Low Carbon Business Action Brazil, que aconteceu no início de maio em Ribeirão Preto (SP).

De acordo com o consultor do Sebrae/PR, Emerson Durso, a missão tem apoio do Sebrae Nacional que, por meio da atuação nos estados, indica empresas que tem propostas para agricultura de baixo carbono. “Essas empresas brasileiras participam de encontros de negócios com empresas da União Europeia, também com foco em produtos e serviços que visam a redução de emissão de carbono ao meio ambiente. A Agregare representou o oeste do Paraná no evento e foi uma das três do Estado a compartilhar ideias inovadoras”, resume o consultor.

No total, 15 empresas estrangeiras e 24 brasileiras participaram da missão da Low Carbon. “Este encontro promove a troca de parcerias técnicas entre as empresas. Na inscrição, elas já inserem informações sobre o que oferecem e o que buscam nas rodadas de negócio. No encontro é que começam as parcerias para transferência de tecnologia”, acrescenta Emerson Durso. A participação rendeu trocas de informações e possibilidade de parceria com a alemã Bert Energy e as francesas Aria Technologies e Biovitis.

“Ainda em maio, recebemos a visita de representantes da Bert Energy em nossa empresa. Eles são especialistas em geração de biogás. O interesse deles está, justamente, em montar biodigestores que usem os resíduos que nossa empresa recolhe. Com a Aria Technologies, analisamos parceria em negócio de diminuição de odores vindos desses mesmos resíduos. Entretanto, nosso maior interesse é com a Biovitis para transferir tecnologia para o adubo orgânico com controle biológico”, aponta Atila Saraiva de Rezende.

Mercado

Antes de lançar o produto ao mercado, o que deve acontecer ainda neste ano, a empresa conta com o auxílio do Sebrae/PR no desenvolvimento do modelo de negócio para o produto inovador. “Existem outros adubos orgânicos no mercado, assim como produtos para controle biológico de outras marcas. Com os dois produtos em um só, precisamos desenvolver o modelo de negócio mais adequado a inovação. Já para a produção e melhoramento da tecnologia, buscamos o apoio da Fundetec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico)”, ressalta o empresário que tem reunião marcada com a incubadora tecnológica de Cascavel no início de julho.

Outra conquista esperada pelo empresário é o registro de orgânico pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). “Do processo a visita do Instituto à empresa, devem passar cerca de um mês. Acredito que estejamos com o certificado de adubo orgânico pronto daqui a três a quatro meses. Além de ter oportunizado nossa participação na Low Carbon, o Sebrae/PR também tem ajudado muito na busca pela certificação de orgânico com recursos do Sebraetec”, assinala Atila Saraiva de Rezende.

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