Sociedade Brasileira de Cancerologia alerta para os riscos de terapias alternativas para o câncer

O caso do jornalista Marcelo Rezende, que faleceu no último dia 16 de setembro, devido às complicações do câncer de fígado e de pâncreas, trouxe à tona a discussão sobre a real eficácia de tratamentos alternativos para o câncer, como a dieta cetogênica – rica em proteínas e gorduras, e sem açúcar e carboidratos -, adotada pelo apresentador. Tamanha relevância e importância do assunto, a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) esclarece que:

Não há embasamento científico que comprove a eficácia deste método. Trata-se de uma mera especulação que parte de informações esparsas. Os estudos até agora desenvolvidos são incipientes, diferentemente dos tratamentos convencionais que vêm evoluindo, consideravelmente, com o avanço científico e tecnológico, registando altas taxas de sobrevida. Abrir mão destas terapias aumenta em mais de duas vezes o risco de morte. Vale destacar, ainda, que a alimentação tem um impacto positivo no tratamento do câncer. Dieta balanceada e atividade física são, sim, recomendações importantes e aliadas ao tratamento.

A Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), enquanto entidade representativa da especialidade no Brasil, defende o debate às problemáticas em torno do câncer no País, sem oportunismos, a partir de atitudes mais responsáveis que visem sua efetividade no tratamento de uma doença de grande impacto para a saúde pública.

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