Câncer de próstata é o 2º mais incidente em homens

 

Com estimativa de mais de 60 mil novos casos a cada ano, o câncer de próstata é o segundo mais incidente em homens. Apesar da grande ocorrência, o público masculino ainda procura pouco os especialistas. “Os homens não têm a cultura de ir ao médico para prevenir doenças e isso faz com que elas sejam diagnosticadas quando já estão em estágio mais avançado”, explica Fernando Meyer, urologista da Unimed Curitiba.

De acordo com o médico, a doença é silenciosa e sem sintomas de relevância, passando despercebida pelos homens, que também não têm o costume de prestar atenção na sua saúde. O diagnóstico é realizado com base no toque retal – em que o urologista avalia o tamanho e consistência da próstata – e o exame de sangue PSA (Antígeno Prostático Específico), no qual é verificado a quantidade de proteína produzida pela próstata.

O exame de próstata é, talvez, a maior dificuldade dos homens em procurar uma consulta urológica. “É importante ressaltar que o exame do toque retal é rápido (dura cerca de 10 segundos), e de extrema importância para o diagnóstico da doença. Aos poucos, os homens têm deixando de lado o tabu e feito o exame, com mais frequência. A falta de informação e o preconceito são as maiores barreiras”, enfatiza Meyer.

Acompanhamento contínuo
O médico explica que os homens deveriam começar o acompanhamento urológico a partir do momento que iniciam sua vida sexual. Para Fernando Meyer, é preciso que os homens também estejam atentos ao câncer de testículo que pode ser desenvolvido a partir dos 15 anos de idade. “Por isso, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) indica a importância de se fazer o autoexame dos testículos, que deve ser feito uma vez por mês. A sugestão é realizá-lo durante o banho e apalpar o órgão em busca de algum nódulo, área endurecida ou aumento de volume”, ressalta.

De acordo com o INCA, o câncer de testículo pode ser confundido com inflamações, geralmente transmitidas sexualmente. Apesar disso, é facilmente curado quando detectado precocemente. O desenvolvimento dessa doença está associado, principalmente, ao histórico familiar, lesões e traumas na bolsa escrotal e a criptorquidia, quando o testículo não desce para a bolsa escrotal.

Apesar da importância da conscientização para esses tipos de câncer, o médico ressalta que é preciso abordar a saúde do homem como um todo. “O urologista precisa ser o médico do homem, como o ginecologista é o da mulher. Esse acompanhamento periódico é essencial não apenas para o diagnóstico precoce de câncer de próstata, mas de todos os outros tipos de doenças, como as sexualmente transmissíveis”, destaca Meyer.

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