2017: Incentivo à matemática é fortalecido

O ensino da matemática deve ser prazeroso e sempre estimulado. Pela primeira vez na história, os estudantes do ensino particular puderam participar da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escola Públicas (OBMEP), que em 2017 teve sua 13ª edição. “Essa é uma disciplina primordial, que temos que fortalecer para que possamos nos desenvolver enquanto país”, destaca a presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe/PR), Esther Cristina Pereira.

De acordo com a Presidente do Sinepe/PR, a participação das escolas da rede privada na competição é proveniente da reivindicação sistemática e do apoio político à causa. “Demonstramos a importância da participação de todo e qualquer estudante a um evento como esse, inclusive cada escola [particular] custeou a participação de seus alunos”, adianta. “O ser humano gosta de ser desafiado e uma Olimpíada mexe com a motivação de todos, então estamos cultivando o interesse à matemática e, certamente, em 2018 todos os alunos estarão aguardando a chance de provar seus conhecimentos”, frisa.

Adesão das escolas

O Paraná teve a adesão de 53% das escolas da rede  particular de ensino nesta edição da Olimpíada, o que garantiu a terceira colocação em adesão, ou seja, das 594 escolas particulares existentes no Estado, 291 tiveram seus alunos participando da primeira fase do evento. O maior índice de adesão ocorreu em Roraima (68%), onde 11 das 16 escolas existentes participaram e de Tocantins (57%), onde 38 escolas, das 66 existentes tiveram participação.

Premiação

A rede particular paranaense obteve uma medalha de ouro, nove medalhas de prata, 42 de bronze e 402 menções honrosas. “As crianças entram na escola gostando da matemática e acabam perdendo o foco com o passar do tempo. Então precisamos buscar formas de deixar esse saber mais prazeroso”, afirma Esther.

Medalhistas

A estudante Sofia Belini Dip (12), da Escola Águia, de Francisco Beltrão, garantiu uma medalha de ouro. Segundo ela, a receita do sucesso é prestar muita atenção nas aulas. “Faço Inglês, Francês e Balet no período da tarde, então acabo deixando para estudar os conteúdos da escola próximo ao período de provas”, conta.

Sofia conta que gostou muito de participar da competição. “Quando  me informaram que eu tinha passado para a segunda fase da OBMEP, eu estudei as provas dos anos anteriores”, revela a garota, que foi chamada para fazer a prova da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), que serve como seletiva para as competições internacionais. Mesmo aos 12 anos, a estudante conta com convicção que se tornará uma Diplomata, no futuro.

Bruna Stefanni Schmidt (12), do Colégio Bom Jesus, de Curitiba, foi uma das estudantes que ficou com uma das medalhas de prata, além disso, uma das coisas que a aproxima na realidade de Sofia, se dá pelo fato de ter uma agenda bem apertada e de também ter sido convidada para disputar a OBM. A curitibana estuda Alemão, Piano, Violino, Canto e participa da equipe de Handebol do colégio.  “Como são coisas que eu gosto muito, fica fácil dar conta de tudo”, afirma a estudante que adora a área de exatas e que quer cursar alguma das engenharias no futuro.

O estudante Felipe Chista Pichel (13), do Colégio Atuação, foi um dos estudantes que obteve uma das medalhas de bronze.  Ele conta que há dois anos participa do grupo de matemática do colégio — do qual gosta muito –, além de estudar inglês e violão. “Ainda não sei o que vou querer fazer na faculdade, mas será provavelmente algo da área de exatas”, conta. Pichel também participou da prova da OBM, que terá o resultado divulgado no próximo dia 20.