Campanha Dezembro Laranja alerta para os riscos do câncer de pele

Fim de primavera e início de verão – a época mais celebrada pelos brasileiros – traz dias cada vez mais ensolarados e quentes, por isso a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) organiza a campanha anual Dezembro Laranja que faz o alerta sobre os perigos da exposição ao sol.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que surjam para o biênio 2018-2019 cerca de 165.580 novos casos de câncer não melanoma. Para o cancerologista e cirurgião Leandro Carvalho Ribeiro, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), “O câncer de pele tem 100% de cura desde que diagnosticado na fase inicial. O tratamento nesta fase pode ser realizado com cirurgia, que consiste na ressecção ampla da lesão com margens e reconstrução, cirurgia micrográfica de Mohs (ressecção da lesão e estudo das margens no ato cirúrgico), radioterapia, terapia fotodinâmica em caso de carcinoma basocelular ou uso de imiquimod”, completa o especialista. 

O cancerologista e cirurgião Leandro Carvalho Ribeiro.

 

Melanoma e não melanoma, qual a diferença?

Dúvida recorrente na população brasileira, o câncer de pele é dividido em dois grupos, que são o melanoma e o não melanoma. O primeiro se caracteriza pelo fato de o tumor atacar os melanócitos, que são as células responsáveis pela produção da melanina. “Este tipo de doença é a de menor incidência, porém o tumor é da forma mais agressiva, por isso deve ser tratado imediatamente, pois pode provocar metástase”, alerta o médico, que é também membro do Grupo Brasileiro de Melanoma.

Já o melanoma é o tipo menos agressivo e mais frequente de tumor, afetando principalmente os homens, justamente pela maior exposição solar e sem a devida proteção. Peles mais brancas têm maior risco de desenvolver a doença, por isso é preciso ficar atento. O mesmo vale para pessoas que têm histórico familiar de câncer de pele. “Fica o alerta à população masculina: use protetor solar, de preferência fator 30 ou mais, dependendo da região, chapéus, bonés e óculos de sol” – (veja dicas e orientações abaixo).

O perigo pode estar disfarçado em forma de pinta

Pintas já tiveram seu período áureo em época de reis e rainhas e também em filmes, hoje é importante ficar de olhos bem abertos nelas. “É preciso estar atento a pintas e manchas que surgem, verificar se aumentam de tamanho rapidamente, se têm bordas irregulares e borradas, se mudam de cor. Estas são características do câncer de pele, por isso a orientação é caso verifique alguma desses situações, procure imediatamente um médico”, destaca Leandro Ribeiro.

Dicas e orientações

1 – Use protetor solar todos os dias, de preferência com fator de proteção solar (FPS) 30 e com capacidade para proteger contra a radiação UVA e UVB. Aplique cerca de meia hora antes da exposição ao sol e reaplique a cada duas horas. Alerta: a falta de proteção pode causar reações imediatas, como vermelhidão e ardor, potencializando consequências em longo prazo. Uma delas é o câncer de pele.

2 – Use óculos de sol (escuros) para proteger contra os raios ultravioleta.

3 – Use e abuse de chapéus e bonés com abas largas para proteger a cabeça dos raios solares.

4 – Se for para a praia ou piscina, faça uso de roupas que tenham proteção contra os raios UVA e UVB.  Dê preferência a camisas ou blusas com mangas compridas.

5 – Evite se expor ao sol nos horários de pico, ou seja, entre 10h e 16h.

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