Storytelling é tendência para restaurantes, gerando empatia e fidelização dos clientes

Segundo a arquiteta especialista no ramo gastronômico, Claudia Novaes, da CN Dois Arquitetura, essa técnica diferenciará um bom restaurante de uma opção comum

Storytelling é tendência para restaurantes, gerando empatia e fidelização dos clientes
Quando se fala em storytelling, cada detalhe importa – desde a arquitetura, pensada por Claudia Novaes, ao logo, desenvolvido pela Fullest, com uma fonte que reforça uma estética manual, granulada, de impressão antiga | Foto: Marcelo Magnani

Comida e afeto andam lado a lado – seja através de uma receita especial, seja pela carga cultural ou até mesmo pela história de quem a prepara. Portanto, há muito por trás de cada prato. E por que não trazer toda essa história para o conceito do restaurante, apresentando-a para os clientes? “A técnica do storytelling é cada vez mais usada no marketing, despertando empatia e emoções nos clientes. É uma tendência no ramo gastronômico e pode fazer a diferença entre um bom restaurante e um endereço convencional”, afirma Claudia Novaes, especialista em arquitetura gastronômica à frente do escritório CN Dois Arquitetura.

Como o nome já sugere, o storytelling é a arte de contar histórias e se tornou uma grande estratégia de marketing para bons estabelecimentos, pois tem o poder de cativar um cliente. “As pessoas se lembram e se relacionam mais com o restaurante quando conhecem a história por trás dele, elas ficam curiosas e criam ligações que geram fidelização”, afirma a arquiteta, que complementa. “Com o storytelling há uma valorização do produto e o cliente retorna, tanto pela qualidade do local, como por todo o imaginário que aquele lugar gerou, pela experiência de tudo o que comeu, ouviu, viu e sentiu”.

Storytelling é tendência para restaurantes, gerando empatia e fidelização dos clientes
Para a República Grão, todo storytelling foi pensado com referências de Minas e São Paulo. A história é vista nos revestimentos, nos materiais naturais e em cada elemento da decoração | Foto: Marcelo Magnani

Segundo Claudia Novaes, para criar um estabelecimento com um bom storytelling é preciso que arquitetura e branding andem em sincronia. “Começamos sempre estudando o que o cliente vai vender, qual o seu público e suas expectativas. A partir disso criamos uma história que o ajuda a promover seus produtos”, explica. Para isso, todo um estudo é feito sobre o estabelecimento, e o storytelling é guiado pelos atributos levantados através de pesquisas e dados, criando uma narrativa que responda a perguntas sobre a história do estabelecimento, a motivação por trás dele, inspirações e desafios.

Tendo em mente o público-alvo e a história bem definida, é possível começar a pensar em como apresentá-la para os clientes. “Cada detalhe importa – desde a recepção do cliente até as placas personalizadas para cada área do estabelecimento. A aplicação do logotipo e seu material, cardápio, artes nas paredes, cores e até o uniforme do colaborador ajuda a contar uma história”, diz Claudia Novaes. Bom exemplo disso é a padaria República Grão, que Novaes liderou a reforma. “Para esse projeto tudo foi baseado na história da República Velha, com referências de Minas Gerais e São Paulo, criando um ambiente rústico. A pesquisa de referências visuais ditou o mood do projeto, e uma paleta de cores específica foi criada para envolver e ajudar a contar essa história”, explica a arquiteta.

Storytelling é tendência para restaurantes, gerando empatia e fidelização dos clientes
A paleta de cores e os elementos decorativos da República Grão, com projeto de Claudia Novaes, dão conta de trazer a história do estabelecimento para a arquitetura | Foto: Marcelo Magnani

Segundo Claudia Novaes, o storytelling é o caminho dos novos restaurantes, criando ambientes com personalidade, que encantam. “Todo o conceito deve ser bem pensado e desenvolvido em cima de uma narrativa, criando uma experiência única para quem por ali passa”, finaliza.

 

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