Verão aumenta incidência de acidentes com animais aquáticos

O verão está chegando, e a estação é muito convidativa para um banho de mar. Mas é importante alguns cuidados para evitar surpresas e possíveis acidentes com animais aquáticos, entre eles as águas-vivas, caravelas, ouriços-do-mar e alguns peixes venenosos, como os bagres.

Priscila Schneider, dermatologista do Hospital Otorrinos Curitiba e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), lembra que em caso de acidentes com águas-vivas e caravelas, por exemplo, é preciso tomar algumas medidas rápidas para alívio imediato.

“Esses animais são peçonhentos e produzem um veneno que é introduzido no organismo através dos seus tentáculos. Assim que houver o contato, o importante é lavar o local com a própria água do mar ou aplicar vinagre. Não lavar com água doce, pois o PH dela potencializa a penetração do veneno. A remoção dos tentáculos que ficam na pele deve ser realizada com luva ou pinça, nunca com a mão”, orientou a especialista.

Principais sintomas

Os principais sintomas após o contato com águas-vivas e caravelas são linhas avermelhadas muito dolorosas na pele, além de irritação e desconforto local. 

Segundo a dermatologista, apesar de raro, pode acontecer um choque anafilático com o veneno da água-viva, e a pessoa pode ter falta de ar e taquicardia. “Nesses casos, é preciso procurar imediatamente o hospital”, ressaltou.

Outros sintomas são olhos e boca inchados e coceira intensa. “Quando o paciente apresenta esses sintomas fora do local de inoculação da água-viva, o uso de corticoides e outras medicações é indicado para interromper essas reações exageradas”, completou Priscila.

Atenção com as crianças

Crianças na praia precisam de atenção constante, e por não saberem identificar o perigo, correm mais riscos. Por isso, a orientação é que não toquem nem brinquem com animais aquáticos, mesmo que já estejam mortos. 

“Algumas espécies venenosas mantêm o veneno ativo mesmo depois de mortas”, alertou.

De olho nos trajes de banho

É preciso ficar atento, também, em relação ao prurido de traje de banho. Larvas bem pequenas, não vistas a olho nu, podem causar coceira intensa e algumas manchas na pele em áreas de atrito, como axila, virilha, embaixo de maiôs e sungas.

“São larvinhas de medusa ou água viva, e geralmente acontece em crianças que ficam muito tempo na água. A criança sai da água reclamando que está se coçando muito e tem várias manchas pelo corpo. O ideal é lavar com água morna e evitar o atrito da toalha, deixando secar naturalmente. A indicação é o uso de um antialérgico, e normalmente as coceiras vão melhorando entre 7 a 10 dias”, completou a dermato.

Cuidados e prevenção

Alguns cuidados são importantes para evitar acidentes com animais aquáticos. Confira:

– fique atento à faixa de areia;

– procure informações sobre a região com salva-vidas e moradores locais;

– nade com cuidado onde você não conhece;

– não passe produtos caseiros no ferimento;

– não use álcool nem esfregue a região do ferimento

– não urine no local da ferida;

– em casos mais graves, procure um hospital imediatamente.

Com informações: SBD

Diretor Técnico do Hospital Otorrinos Curitiba: Dr. Ian Selonke – CRM-PR 19141 | Otorrinolaringologia