Otoplastia recupera a autoestima dos pacientes 

Cirurgia representa 30% das intervenções plásticas no Brasil, sendo indicada para crianças a partir dos 6 anos de idade

As orelhas são uma parte do corpo de grande importância fisiológica, já que são responsáveis pela captação das ondas sonoras do ambiente. Porém, elas também cumprem uma função estética importante e podem representar um sério problema para a autoestima de adultos, jovens e crianças, quando têm o formato de “orelha de abano”.

Em busca da correção das orelhas, a otoplastia é um dos procedimentos mais procurados quando o assunto é cirurgia plástica, representando, entre os homens, cerca de 30% das cirurgias plásticas realizadas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “As principais deformidades encontradas nas orelhas são a má formação da anti-hélice, o aumento da concha auricular e o lóbulo proeminente, questões que podem ser ajustadas na otoplastia, que é um procedimento estético que têm o potencial de corrigir as deformidades e restaurar a autoestima. Além disso, é uma cirurgia que proporciona resultados duradouros e deixa poucas marcas”, afirma a médica otorrinolaringologista e especialista em saúde da família, Caroline Beal.

A cirurgia traz diversos benefícios, principalmente para crianças e jovens que podem contar como a diminuição das práticas de bullying, aumento da autoestima, reduzindo a tendência à depressão e oferecendo maiores ganhos sociais, além de um melhor convívio no ambiente escolar. “A otoplastia é um procedimento que pode ser realizado a partir dos 6 anos de idade. Pode ser feita com anestesia local, porém em crianças opta-se pela anestesia geral, pois é necessário manter a cabeça parada por muito tempo. De qualquer maneira é uma cirurgia rápida, feita em cerca de uma hora e meia, segura e efetiva”, conta a médica.

Sobre a idade das crianças, Carolina reforça sobre a importância de realizar após os 6 anos de idade, uma vez que essa é a idade em que já houve o crescimento adequado das orelhas, o que ajuda no sucesso da cirurgia e também já há o incômodo do paciente que começou a frequentar escolas.  “As consequências da orelha de abano não são físicas, tampouco audiológicas, mas abrangem distúrbios como depressão, alterações de relacionamento ou sociabilidade e transtorno de comportamento afetivo. O que é muito comum começar nesta idade. Além do mais, a cirurgia é feita com pontos inabsorvíveis, ou seja, que ficam lá dentro da orelha. Se esse tipo de ponto for dado em uma orelha em crescimento, podem causar deformação,  atrapalhar o crescimento das orelhas e prejudicar a eficácia da cirurgia”, explica. ⠀

 

Benefícios e cuidados

Os principais benefícios da Otoplastia são relacionados a recuperação da autoestima com a recuperação do tamanho proporcional ao rosto e posicionamento paralelo, orelhas proporcionais entre si, aparência simétrica e correção  de lóbulos deformados pelo uso de brincos pesados ou alargadores. “É uma cirurgia que traz inúmeros benefícios, principalmente por ser de baixa complexidade. Porém, é necessário ter alguns cuidados no pós-operatório, uma vez que o paciente pode sentir dores e ter inchaço no local, questões que podem ser resolvidas com a prescrição de medicamentos, uso de faixas compressivas e acompanhamento médico periódico, para que haja a avaliação da recuperação”, conta Caroline.

Sobre as contraindicações, Caroline afirma que a otoplastia pode contar com alguns cuidados acerca de quem pode fazer a cirurgia. “Algumas contraindicações devem ser analisadas, a principal delas é o paciente incapaz ou não disposto a cooperar com o pós operatório. Outra a policondrite recidivante (uma doença sistêmica rara). Pacientes que contam com doenças crônicas, de difícil controle, como hipertensão e diabetes, também devem ser analisados antes de qualquer procedimento cirúrgico.  Alerta também para os pacientes com histórico de cicatriz hipertrófica ou quelóide, que podem ocorrer após o procedimento, distorcendo um resultado cirúrgico excelente”, finaliza a médica.