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Cuidado com a saúde mental deve estar nos objetivos para o novo ano

O início do ano é um momento de se traçar metas e fazer pedidos para que os próximos meses sejam repletos de realizações. Mas será que entre esses objetivos futuros a saúde mental está presente? O primeiro mês do ano foi escolhido, desde 2014, para a realização da campanha Janeiro Branco, que tem entre seus principais propósitos trazer atenção para as demandas da saúde mental.

A psicóloga clínica, hospitalar e neuropsicóloga do COP – Centro de Oncologia do Paraná, Michelle Servelhere, aponta que a depressão e a ansiedade são os transtornos mais comuns observados na população. Mesmo com um tabu que ainda existe em relação ao tema, o acesso a informações está melhor com o crescimento das redes sociais e pós-pandemia, mas o estigma e a falta de compreensão sobre os transtornos mentais e o sofrimento emocional são alguns dos motivos para ainda existir esse tabu. “Antes, o atendimento psicológico era visto como fraqueza. Creio que esse é nosso maior desafio: demonstrar que fazer psicoterapia, ao contrário do que algumas pessoas pensam, é demonstração de força interior, de não temer em lidar com as possíveis fragilidades.”

Para ajudar uma pessoa que sofre com a saúde mental é importante existir uma base de apoio. “Incentivar a procura de profissionais como psicólogo e psiquiatra é fundamental, mas, também, o apoio de familiares e amigos pode fazer a diferença. Chame a pessoa para conversar, deixe-a saber que pode contar com sua ajuda sem julgamentos, busque conhecimento, mantenha a empatia e seja paciente, estimulando o cuidado com a saúde no geral”, ressalta Michelle Servelhere.

Saúde mental durante o tratamento oncológico

Sem dúvida, as pessoas que recebem o diagnóstico positivo para algum câncer terão a vida afetada de diversas formas, e muitas dessas pessoas ficam o psicológico abalado e isso pode variar de indivíduo para indivíduo. Algumas pessoas aceitam melhor, outras não. Esse momento de fragilidade também deve ter o acompanhamento de um profissional especializado. “Vivenciar um processo de adoecimento pode desviar o paciente de sua rotina, assim como ocasionar sentimentos confusos e muita incerteza. É uma vivência marcada pela subjetividade e assim não há o ‘certo e o errado’ em como o paciente está se sentindo. O medo da morte é um pensamento frequente em pacientes diagnosticados com câncer. Durante muito tempo, a palavra câncer significava ‘morte’, e felizmente hoje não é mais assim. A evolução dos tratamentos oncológicos, técnicas cirúrgicas e de todas as especialidades que atuam junto ao paciente que recebe o diagnóstico de câncer vêm desmistificando essa ‘sentença’”, explica Michelle.

O que muitos não sabem é que as pessoas próximas ao paciente podem ser os maiores aliados durante o tratamento e a recuperação. Quando a família está tranquila e orientada, o tratamento evolui de uma forma melhor. Para auxiliar neste processo de mudanças, é indicado o auxílio de um profissional capacitado, como o psicólogo. “Orientar, informar e desmistificar a doença é importante, bem como trabalhar estratégias de enfrentamento. Não há nada melhor do que estar cercado das pessoas que amamos. Nestes casos, o acompanhamento da família pode auxiliar no processo de recuperação do paciente, contribuindo para o bem-estar.”

O primeiro mês do ano foi escolhido, desde 2014, para a realização da campanha Janeiro Branco, que tem entre seus principais propósitos trazer atenção para as demandas da saúde mental

Conheça o trabalho de psicologia realizado no COP

É realizado um atendimento inicial para todos os pacientes que receberam o diagnóstico e vão ingressar o tratamento. O Centro Welness do COP é o responsável por esse primeiro acolhimento. O significado de wellness é o ato de praticar hábitos saudáveis diariamente e constantemente para obter melhorias na saúde física e mental, como consequência ter uma vida mais próspera, feliz e equilibrada em todas as suas esferas

A primeira consulta é importante justamente para se fazer a avaliação do estado mental do paciente, analisando de forma criteriosa não apenas seus sintomas do diagnóstico apresentado, mas todos os seus hábitos de vida e impactos causados durante a vida. “Na maioria das vezes, o paciente já vem com uma demanda desorganizada de hábitos e estilo de vida, traumas não tratados, ansiedade e depressão e ou outros transtornos mentais que também o prejudicam em sua funcionalidade e performance. Para o paciente, essa avaliação representa um apoio, cuidado,  suporte inicial e reorganização de vida”, aponta a psicóloga clínica.