Glioblastoma: tumor cerebral é agressivo e dores de cabeça podem ser um alerta

O tumor mais comum do Sistema Nervoso Central é o glioblastoma, mas poucos sabem como identificar, quais os fatores de risco e como se prevenir desse tipo de câncer agressivo e letal, apesar de ser um tumor raro e esporádico. Dados da Associação Americana de Neurocirurgiões mostram que a incidência de diagnósticos do glioblastoma é de 3,21 a cada 100 mil pessoas.

O neurocirurgião Denildo Veríssimo, do COP – Centro de Oncologia do Paraná, explica que o glioblastoma ou glioblastoma multiforme (GBM) é um tipo de tumor cerebral maligno bastante agressivo, classificando-se como de grau IV. “Essa doença é mais prevalente em homens acima dos 60 anos, mas também existem casos em pessoas acima de 45 anos e, inclusive, em casos raros, em jovens, como recentemente aconteceu em Ponta Grossa, no Paraná, com uma paciente de 21 anos que faleceu devido à doença.” 

O glioblastoma é um câncer difícil de ser identificado, mas as pessoas podem ficar atentas a alguns sinais que podem servir de alerta. “Dor de cabeça é o primeiro e mais comum sintoma desse tipo de câncer. Convulsões, vômitos, alterações na visão e fala e sensações de formigamento também são outros sintomas comuns”, expõe o neurocirurgião. 

Porém, o diagnóstico do glioblastoma costuma apresentar alguma dificuldade pelo fato de que a dor de cabeça, muitas vezes, possui diversas razões para acontecer, fazendo com que o paciente só busque um especialista quando essas dores permanecem e ficam fortes. “Sempre que perceber que algo está diferente do habitual, é necessário buscar a ajuda de um profissional para que possa realizar os exames necessários para a identificação de um possível tumor. Entre os exames estão a ressonância magnética ou tomografia computadorizada (TC), biópsia cerebral ou cirurgia (exérese) e o exame anatomopatológico, que realiza a análise de tecido retirado do indivíduo para confirmação do glioblastoma”, ressalta Dr. Denildo Veríssimo.

Assim como qualquer tipo de câncer, quanto antes descoberto, melhores são os tratamentos para proporcionar aumento da expectativa de vida do paciente. Mesmo com chances de cura raras e sobrevida de 15 meses, os tratamentos são realizados com cirurgia para remover o máximo possível do tumor, quimioterapia e radioterapia. Vale ressaltar que todos os casos são analisados individualmente para verificar a localização, o tamanho do tumor e a condição clínica do paciente. “O mais importante é alertar a população a respeito da necessidade de se procurar ajuda especializada em caso de surgimento de sintomas incomuns como dores de cabeça fora do normal, perda de força, convulsões e alterações de comportamento, por exemplo”, destaca o neurocirurgião Denildo Veríssimo.