Seminário prioriza ações para a melhoria do ambiente de negócios na região de Ponta Grossa

Integrantes de comitês territoriais e municipais da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (MPE), representantes de associações comerciais e de entidades de apoio participaram, na última quarta-feira (10), do Seminário Regional Centro de Ambiente de Negócios, realizado pelo Sebrae/PR, em Ponta Grossa, no Ecko Eventos. A iniciativa reuniu 100 participantes que focaram os debates em três temas que serão priorizados pelos municípios, a inovação, compras públicas e crédito.

Na abertura do evento, o gerente regional do Sebrae/PR, em Ponta Grossa, Joel Franzim Junior, reforçou que as temáticas compras públicas e crédito têm a capacidade de incrementar recursos na economia das cidades, de forma mais rápida. Já a inovação tem a capacidade de transformação a longo prazo. “Porém necessitam de foco e articulação das entidades envolvidas. É uma questão de priorizarem os temas sugeridos”, disse.

Para o consultor do Sebrae/PR, Marlon Farias, o desafio dos representantes de entidades, associações comerciais e dos comitês territoriais e municipais é trabalhar estratégias para que ações saiam efetivamente do papel. “Tivemos um público acima do esperado, com representantes de três regiões. Isso reflete o entrosamento das entidades e o interesse em ajudar no desenvolvimento de suas cidades”, reforçou.

As boas práticas adotadas no Estado no intuito de melhorar o ambiente para os negócios foram apresentadas no evento. O primeiro painel abordou o tema “Compras Públicas: Case de Londrina”. O secretário de Gestão Pública de Londrina, Fábio Cavazotti, apresentou as ações do programa de compras públicas do município, que resultaram em um crescimento de 16% para quase 40% de fornecedores locais, de janeiro para cá. “Estamos mapeando os fornecedores e fazendo reuniões abertas, transmitidas pelo Facebook, para ouvi-los, conhecer o mercado local. Percebemos que, quanto menor o lote, maior o universo de gente competindo”, garantiu.

O secretário acrescentou que a existência de um comitê gestor, com participação de entidades como Sebrae e Associação Comercial (Acil), a transparência em todo o processo e os pagamentos em dia são pontos fundamentais para aumentar a segurança das micro e pequenas empresas em vender para a prefeitura. “Outra coisa importante é conhecer o mercado. Reunimos açougues e frigoríficos para entender o porquê não participavam de licitações da merenda, que é de R$ 10 milhões/ano. Eles disseram: vocês só pedem patinho, o que fazemos com o resto do boi? Então, estamos fazendo um trabalho com a nutricionista, para reformular o cardápio e aumentar o mix dos cortes”, explicou Cavazotti.

O segundo painel contou com a participação dos professores Adriana Queiroz, diretora da Incubadora de Negócios de Irati (Ineti), e Edélcio Stroparo, coordenador da Câmara Técnica de Empreendedorismo e Inovação de Irati. O coordenador falou sobre as ações da Câmara Técnica e os eixos trabalhados com o objetivo de criar facilitações para a melhoria do ambiente de trabalho, com foco na melhoria de renda e de empregabilidade.

Uma das primeiras ações foi a regulamentação, em nível local, da Lei de Inovação e Desenvolvimento, sancionada em novembro de 2017. Na Lei, conforme ele, também está previsto o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica, que define as políticas locais e o fundo para financiar projetos, e a criação de um Conselho de Apoio à Inovação e Tecnologia, além de um Programa de Incentivos Fiscais.

Outra ação citada por ele é a Feira do Empreendedorismo e Inovação, direcionada para estudantes do ensino médio, técnico e superior. “Na primeira edição, realizada em 2017, contamos com a participação expressiva de mil pessoas. A ideia é ampliarmos este número na próxima edição, que acontece nos dias 6 e 7 de novembro”, explicou. Além destas iniciativas, o professor contou que a ação que tem apresentado resultados mais expressivos é a Incubadora de Negócios de Irati, instalada em maio de 2018.

“Uma das formas de apoiar o desenvolvimento das micro e pequenas empresas é por meio das incubadoras, com a capacitação complementar do empreendedor em seus aspectos técnicos e gerenciais, o incentivo à rede de relacionamentos, o compartilhamento de espaços e com a redução de custos gerais”, disse a professora Adriana.

O evento também contou a participação do gerente da Unidade de Ambiente e Negócios Empresariais do Sebrae/PR, Cesar Rissete, que falou sobre o tema “A importância dos comitês para o ambiente de negócios”, e do coordenador de Acesso a Serviços Públicos Financeiros do Sebrae/PR, Flávio Locatelli. Conforme dados apresentados, no acesso ao crédito para pequenos negócios, o Paraná lidera essa agenda no Brasil, sendo o único estado com seis Sociedades Garantidoras de Crédito, que já viabilizaram R$ 200 milhões de garantias concedidas no final do terceiro trimestre de 2018.

Para o secretário Municipal de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico de Prudentópolis, João Carlos Bini, a troca de experiências e das práticas adotadas em outros municípios é válida para basear futuras decisões. “Em Prudentópolis já estamos trabalhando para que as compras públicas atendam os microempreendedores individuais e as micro e pequenas empresas. O painel com o secretário de Londrina foi muito importante, pois mostrou como ações pontuais podem ter resultados efeitos, como foi o caso dos lotes fracionados”, avaliou.

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