Inteligência emocional e o ambiente de trabalho

(*) Rita de Cássia Turmann Tuchinski

A inteligência emocional é um conceito, ou ainda, uma habilidade que influencia comportamentos no ambiente de trabalho ou em outras situações corriqueiras do dia a dia. Valorizado na esfera profissional e pessoal como fundamental para identificar e gerenciar emoções e sentimentos, permite ao ser humano compreender o efeito dessas emoções no desempenho, no seu sucesso e do local onde trabalha. Embora não seja um conceito descoberto agora, é na atualidade que o entendimento de sua importância busca melhorar o desempenho humano, seja nos aspectos pessoal, coletivo e no profissional.

Entre várias consequências positivas do desenvolvimento da inteligência emocional encontra-se o autocontrole que possibilita agir com equilíbrio e maturidade frente às adversidades, permite a tolerância perante frustrações, bem como o controle dos seus estímulos e o constante gerenciamento de suas emoções.

Nesse sentido, pode-se entender a inteligência emocional como o reconhecimento e aptidão de saber compreender e gerenciar os sentimentos pessoais e alheios, envolvidos num conjunto de competências relacionadas a vida afetiva, educativa e profissional.

A psicologia define inteligência emocional como a capacidade que uma pessoa tem para identificar as próprias emoções, compreendê-las, gerenciá-las, assim como incluir a capacidade de lidar e compreender as emoções e sentimentos também das pessoas que o cercam. Dessa forma, o desenvolvimento da IE impacta no desempenho tanto pessoal quanto dos demais envolvidos no ambiente profissional, bem como no sucesso do local de trabalho.

Ao observar um ambiente de trabalho e a forma como os profissionais que ali atuam se comportam, é possível identificar que os comportamentos variam entre si, embora na prática possam desempenhar a mesma função. Um exemplo é a atuação em instituições escolares dos professores, dos diretores, dos pedagogos. Embora muitos desempenhem a mesma função, o que caracteriza as diferenças é evidentemente a personalidade única de cada pessoa e os fatores externos que a rodeiam como o local, a situação e a maneira de agir dos envolvidos. Tais fatores são os responsáveis sobre como a situação ou o problema surgido será resolvido e, na esteira dessa resolução, quais as consequências que podem advir.

É neste sentido que a importância do uso da inteligência emocional ganha espaço, pois permite um suporte para aprender e desenvolver, dentre tantas competências, o processo de autoconhecimento, gerenciamento das emoções, flexibilidade e empatia. Dentro deste processo a empatia é fundamental, pois nela se busca o reconhecimento das emoções, a análise das situações, os sentimentos das pessoas envolvidas e, a partir dessa análise, decidir a forma correta de agir.

A consciência de uma tomada de decisão precisa levar em consideração as diferenças, com a compreensão de que opiniões, posições, atitudes, hábitos, comportamentos, visão de mundo e objetivos são específicos e característicos de cada indivíduo.

A inteligência emocional é uma condição para o desenvolvimento de um bom líder profissional e que este saiba usar de resiliência, calma e compreensão diante do cotidiano e de imprevistos que possam surgir envolvendo sua rotina corporativa ou doméstica. Para tanto, é necessário que esta construção seja acompanhada de disciplina, força de vontade e determinação.

(*) Rita de Cássia Turmann Tuchinski é Mestre em Educação e as Novas Tecnologias e professora do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Área de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter

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