Pessoas com obesidade têm 55% mais chances de desenvolver depressão

A obesidade é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. De acordo com o levantamento intitulado “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe”, o problema já atinge 20% das pessoas adultas no país, enquanto mais da metade da população brasileira está com sobrepeso². Considerado fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares – responsáveis por mais de 70% das mortes no Brasil³ –, o excesso de peso impacta, também, na expectativa de vida.

Já a depressão é uma doença que se caracteriza por uma tristeza profunda e duradoura, associada a outros sintomas, como alterações de humor, perda de interesse e até dores físicas, que atinge atualmente cerca de 11,2 milhões de brasileiros com mais de 18 anos – o que corresponde a 7,6% da população -, segundo o IBGE4. A condição é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e tem grande impacto no índice global de doenças. No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio.

Mesmo se tratando de duas condições completamente diferentes, há muitos casos em que a obesidade e a depressão estão relacionadas. Estima-se que cerca de 30% das pessoas que procuram tratamento para perda de peso apresentam depressão; por outro lado, pessoas com depressão têm um risco 58% maior de desenvolver obesidade¹. “Tanto a obesidade quanto a depressão podem acontecer a partir de alterações bioquímicas no cérebro em resposta ao estresse. Em pessoas com depressão, há níveis um pouco mais elevados do hormônio cortisol, que podem alterar as células de gordura e resultar em um aumento do acúmulo de gordura (principalmente abdominal) no corpo”, explica Rocio Riatto Della Coletta, Gerente Médica de Obesidade da Novo Nordisk. A médica explica que o oposto também pode acontecer: ”Em uma sociedade em que as pessoas associam estar magro com estar adequado para o padrão de beleza da atualidade, a questão da baixa autoestima em pessoas com obesidade pode levá-las a desenvolver depressão”.

Por ser uma doença crônica, muitas vezes a obesidade está relacionada a fatores genéticos que fazem com que a perda de peso se torne um desafio muito difícil de ser superado. Os aspectos psicológicos também devem ser considerados, já que não é fácil mudar de hábitos de um dia para o outro.“Infelizmente, muitas pessoas ainda recorrem a métodos radicais para perder peso, e esses métodos não estão relacionadas a uma mudança real de hábitos, mas sim à privação. Com isso, a perda de peso pode até acontecer, mas esses quilos acabam retornando no curto prazo – o conhecido ‘efeito sanfona’. A decepção com o fracasso desses métodos imediatistas também pode levar as pessoas com obesidade a desenvolver depressão”, alerta a especialista. “É muito importante deixar de lado o mito de que só tem obesidade quem quer, ou que basta comer bem e fazer exercícios para perder peso. A obesidade é uma doença crônica e complexa, necessitando de tratamento crônico individualizado”, completa.

 

Exercícios físicos são aliados no combate à depressão e à obesidade

A prática regular de atividades e exercícios físicos é considerada pelos especialistas uma das melhores formas de prevenção e controle de diversos problemas de saúde, principalmente quando se trata de doenças crônicas, como obesidade e diabetes. No caso da depressão, não é diferente. Pesquisadores da Universidade do Texas, em Dallas, fizeram uma revisão dos dados sobre o assunto e descobriram que, se praticados de três a cinco vezes por semana, exercícios aeróbicos podem amenizar os sintomas da depressão após cerca de quatro semanas5. O estudo foi publicado no periódico Journal of Psychiatric Practice.

A prática de atividades físicas não só acelera o metabolismo, como também contribui para um maior gasto energético. Estudos demonstram que, independentemente do peso inicial, uma perda de peso de 5-10% em pessoas com obesidade traz benefícios expressivos à saúde, incluindo melhoras dos níveis de glicemia sanguínea, da pressão arterial, dos níveis de colesterol e da apneia obstrutiva do sono. Além disso, a prática de exercícios libera substâncias como endorfina e serotonina, responsáveis por melhorar o humor, proporcionando distração do convívio social e dos problemas, aliviando os sintomas da depressão”,completa a especialista.

Neste ano, a Depressão é o tema de campanha da OMS para o Dia Mundial da Saúde. Com o lema“Let’s talk” (“Vamos conversar”), a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências. A OMS reforça que “conversar abertamente sobre depressão é o primeiro passo para entender melhor o assunto e reduzir o estigma associado a ele. Assim, cada vez mais pessoas poderão procurar ajuda”. Para mais informações, acesse www.nacoesunidas.org.

 

 

Sobre A Novo Nordisk

A Novo Nordisk é uma empresa global de saúde com mais de 90 anos de inovação e liderança no tratamento do diabetes. Sua trajetória deu à companhia a experiência e a capacidade necessárias para ajudar pessoas com outras condições crônicas sérias, como hemofilia, distúrbios do crescimento e obesidade. Sediada na Dinamarca, a Novo Nordisk emprega aproximadamente 42.600 pessoas em 75 países e comercializa seus produtos em mais de 180 mercados. Para mais informações, visitewww.novonordisk.com.br, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube.

 

 

Referências

 

  1. Archives of General Psychiatry. Overweight, obesity, and depression: a systematic review and meta-analysis of longitudinal studies. Luppino FS1, de Wit LM, Bouvy PF, Stijnen T, Cuijpers P, Penninx BW, Zitman FG. Disponível emwww.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20194822. Último acesso 30.03.2017.
  2. Estudo Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe 2013 (p. 14) Disponível emhttp://www.fao.org/3/a-as082o.pdf. Último acesso 29.03.2017
  3. Pesquisa Vigitel Brasil 2014 – Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Disponível em www.abeso.org.br. Último acesso 31.08.2016.
  4. Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Disponível em ftp://ftp.ibge.gov.br/PNS/2013/pns2013.pdf. Último acesso 30.03.2017.
  5. Journal of Psychiatric Practice. Evidence-based recommendations for the prescription of exercise for major depressive disorder.2013. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23653077 Último acesso 29.03.2017

mayara.silva@edelmansignifica.com

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