Funcionalidade do mobiliário é destaque no 1º Prêmio de Design Movelpar

A premiação foi realizada na tarde de hoje (19), no Expoara – Centro de Eventos, por jurados renomados da área de design no País

A funcionalidade de uso do mobiliário para a adaptação a espaços reduzidos e compartilhados, e a necessidade de versatilidade de uso do mesmo produto para diferentes funções permearam a criação dos protótipos inscritos na primeira edição do Prêmio de Design Movelpar lançado pelo Expoara – Centro de Eventos na 12ª edição da Feira de Móveis do Paraná, que recebe lojistas e empresários do setor mobiliário de todo o País e do exterior até esta quinta-feira (19), em Arapongas/PR.

Além da funcionalidade, os produtos também se destacaram pela sustentabilidade como o uso de apara de madeira e pela estética com o uso de cores e acabamentos que conferem beleza ao mobiliário. Um exemplo dessa técnica foi a utilizada pela Poquema Móveis, de Arapongas/PR – premiada em quatro modalidades na categoria Médias e Grandes Empresas – que construiu um raciocínio de linha, criando uma família de produtos a partir de aparas de madeira como matéria-prima. “A construção dos móveis partiu da descoberta que boa parte do nosso resíduo industrial poderia ser utilizado em nossos produtos, e em todos os ambientes da casa. O design é fundamental e nos deu capacidade de desenvolver um produto sustentável”, afirmou Marco Antônio Poliseli é diretor comercial da marca.

Anderson Moreira Silventi, da Caemmun Moveleria, também de Arapongas – premiada em três modalidades da mesma categoria –  reforça que a funcionalidade foi o foco no produto. “No desenvolvimento do móvel prezamos bastante o benefício do consumidor final. A multifuncionalidade e a capacidade de satisfação na aquisição de um móvel que consegue se destacar em mais de um ambiente foi nossa busca”.

Kelly Costa, head de marketing da empresa Colormarq, de Araçatuba/SP, que também conquistou premiação na mesma categoria, salientou que o prêmio mostra uma evolução do que vai chegar até o público. “Trabalhamos nos móveis por mais de um ano e meio, período em que conhecemos o consumidor em profundidade. O comportamento de consumo está diferente, por isso, modificar e inovar os móveis foi o foco. A base principal para o desenvolvimento foi entender o que estava bom, o que precisava ser mudado e o que precisava ser descartado nos produtos”, salientou.

O representante da Molufan, outra empresa de Arapongas premiada em Médias e Grandes Empresas, Fabricio Crepaldi Moura, relatou como foi pensada a construção do protótipo para o Prêmio. “A primeira ideia foi desenvolver um móvel que atendesse o público da Airbnb [empresa global que auxilia no aluguel para viagens], por ser uma fatia em crescimento do mercado. O móvel multifuncional é necessário pela necessidade de espaço, com a criação de diferentes ambientes com apenas um mobiliário”.

Categoria Sebrae / APL de Móveis

Na categoria Sebrae/APL de Móveis a marca Carpem Móveis, de Sabáudia, ficou com o primeiro lugar com o produto “Cajú”, um aparador multiuso. Pedro Brazano Barros de Carvalho, representante da empresa, comenta que a construção do produto foi realizada junto com os alunos do curso de Arquitetura da Universidade Estadual de Londrina (UEL). “A proposta era fazer toda uma linha focada não apenas em um critério – inovação, design, sustentabilidade -, mas extrair ao máximo de cada aspecto. Nosso maior destaque foi a  funcionalidade, não como uma maneira óbvia, e sim trazendo surpresas para o comprador, com inovações que a indústria não faz usualmente. A adaptação foi interessante, porque como empresa tivemos que desenvolver novos encaixes, novos acabamentos, novas matérias-primas, trazendo ótimas ideias para o futuro”, afirma.

Marcos Batista, curador técnico do Prêmio, ressaltou a maneira como o Sebrae conduz a importância do design como estratégia nas indústrias de pequeno e médio negócio. ”Esse prêmio é sobre aprendizagem. O aprender, o fazer e o compartilhar é o essencial e isso aconteceu no espaço Sebrae, onde os participantes trouxeram a visão dos alunos de arquitetura e design com a necessidade e prioridade de produção e de negócio de uma empresa.”

A curadoria do prêmio também foi realizada pela jornalista Mônica Barbosa e o júri formado pelo designer Paulo Alves, especialista no uso da madeira, pela jornalista especialista em arquitetura, urbanismo e design Lívia Pedreira e pelo designer, professor e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie Ivo Eduardo Pons, arquiteto.

O julgamento foi realizado com base nos  critérios de inovação e produção (grau de inovação e viabilidade de produção),  funcionalidade (usabilidade e ergonomia),  estética (apelo emocional e ambientação) e sustentabilidade e responsabilidade (uso consciente de recursos).


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