Ferramenta que estrutura dados para e-commerce amplia oportunidades de vendas

O crescimento de pedidos a lojas virtuais e a adaptação de negócios físicos para o meio digital como forma de enfrentar a crise decorrente da pandemia do novo coronavírus trazem desafios logísticos às empresas. Rapidez e precisão na entrega, quesitos cobrados pelo consumidor, ganham ainda mais peso durante o período de quarentena, já que o e-commerce assumiu papel primordial nas compras. Mas como se diferenciar em um ambiente tão competitivo? Pensando nessa solução, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, organização sem fins lucrativos que desenvolve e mantém os padrões mundiais mais utilizados para uma comunicação empresarial eficiente, como o conhecido código de barras, desenvolveu o GS1 SmartSearch.

SmartSearch melhora resultados de produtos nas buscas pela internet

A ferramenta permite, com a estruturação dos dados, fazer com que as mercadorias tenham lugar de destaque na internet. “Ao tornar mais detalhadas as informações de cada item, eles ficam mais visíveis em sites de busca de produtos e em sistemas de comparação de preços, assim como em portais de fabricantes e varejistas e nas redes sociais”, explica João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

O GS1 SmartSearch oferece um método que torna possível incluir informações padronizadas de produtos nas páginas da web, de forma que se tornem úteis aos sistemas de buscas. Com o uso desses dados estruturados, as empresas ajudam os sistemas de busca a mostrarem resultados mais relevantes aos consumidores, o que resulta mais visitas às páginas dos produtos, e consequentemente, mais vendas.

Testes realizados pela GS1 do Reino Unido têm mostrado que produtos em uma página web de teste contendo GS1 SmartSearch pontuam melhor nos rankings de busca para pesquisas relevantes. Por isso a importância de dados estruturados para se obter as informações: quanto mais características, mais fácil o acesso do consumidor aos produtos e às ofertas.

Outra medida fundamental para o sucesso das vendas on-line tem sido a garantia de entrega ágil e do produto correto, o que também é possível com a adoção do código de barras. O mais utilizado na codificação dos produtos é o GTIN-13 (sigla em inglês para Número Global do Item Comercial), que atribui 13 dígitos exclusivos a cada item. É a partir desta numeração que é gerado o código de barras – correspondente à barra de listras nos produtos. Ele permite que a empresa identifique um produto individualmente no mundo inteiro, sabendo exatamente qual o tipo, suas variações de cor, peso, tamanho entre outras informações. O padrão de identificação global e único permite ao comércio eletrônico controlar desde a catalogação de itens, passando pelo estoque até chegar à venda e entrega dos itens.

No e-commerce, essas tecnologias são fundamentais para o rastreio e identificação de produtos, coordenação de logística e até a organização financeira de uma empresa sejam facilitados. Isso porque processos como o de envio de encomendas ou o de levantamento de quais são os itens mais vendidos podem ser totalmente informatizados, tornando-se muito mais ágeis. Ainda que esse tipo de solução seja muito usado por grandes companhias, o recurso está disponível a todos os segmentos e portes de empresas.

Para o pequeno varejo de bens e serviços que começa a ingressar no mundo digital, por exemplo, a adoção do código de barras amplia as possibilidades de negócios, uma vez que permite ingressar nos marketplaces – espaço aberto por canais on-line de grandes lojas que para que outras empresas revendam seus produtos. O acesso a essa espécie de shopping virtual só é possível para quem utiliza padrão de identificação em todos os itens que oferece ao consumidor.

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