Lipoaspiração é um procedimento seguro, mas já existem técnicas não invasivas com resultado próximo

Morte recente de influencer levanta debate sobre a segurança de uma cirurgia plástica, como a lipoaspiração. Quando realizada em ambiente hospitalar e com profissional experiente, os riscos diminuem. Mas ainda assim há opções não invasivas com risco zero, como a criolipólise

Lipoaspiração é um procedimento seguro, mas já existem técnicas não invasivas com resultado próximoRecentemente, a morte de uma influencer após a realização de uma cirurgia plástica de lipoaspiração aumentou o debate sobre a segurança desse tipo de procedimento. “Devemos lembrar que os riscos de complicações de uma cirurgia plástica são pequenos e eles diminuem na medida em que o procedimento é realizado em ambiente hospitalar e por profissional experiente. De qualquer forma, hoje a procura por tratamentos não-invasivos de redução de gordura está aumentando. Os pacientes têm procurado por procedimentos menos invasivos que não necessitem de repouso para poderem retomar suas atividades de rotina. Além disso, estes procedimentos não precisam de internação hospitalar e anestesia geral”, explica o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

De acordo com o Dr. Paolo, uma das principais dúvidas dos pacientes na hora da remoção da gordura é decidir entre a lipoaspiração e o CoolSculpting, tratamento estético de criolipólise considerado padrão ouro na redução de gordura de forma não invasiva. “A tecnologia é baseada na ação do frio/congelamento das células gordurosas que são muito mais sensíveis às baixas temperaturas do que os tecidos ao redor e as camadas da pele subjacentes. Após a sessão, que dura em média uma hora, o processo fisiológico de perda ocorre naturalmente pela eliminação progressiva das células de gordura que sofreram apoptose, ou seja, autodestruição por terem sido submetidas ao congelamento focado e controlado pela tecnologia utilizada no aparelho, porém sem causar queimaduras, úlceras ou danos ao tecido cutâneo da região tratada”, explica o médico.

Mas afinal, qual tratamento escolher? “A criolipólise é indicada para tratar gorduras localizadas e para pacientes que não apresentem excesso de pele. Já a cirurgia é indicada quando a quantidade de gordura a ser retirada é maior ou se houver flacidez de pele associada. Caso o paciente também não possa ter algumas semanas para repouso, a melhor opção é pela criolipólise, que permite que as pessoas mantenham suas atividades sem restrições”, explica o médico.

Além disso, se há um nível maior de gordura, a cirurgia é a melhor opção, já que permite a retirada de uma quantidade superior de gordura. “Em casos de gorduras localizadas ambas são indicadas”, diz o Dr. Paolo.

Risco é maior na cirurgia

De acordo com a Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, em ambos os tratamentos existem possibilidades de irregularidades na superfície, mas segundo o médico, esse risco é maior na cirurgia. “Irregularidades podem acontecer pela retirada de quantidades diferentes de gordura em regiões próximas, ou caso a retirada seja mais superficial. Na lipoaspiração este risco é um pouco maior”, diz o médico. Outro efeito colateral é o aumento paradoxal da gordura. “A hiperplasia paradoxal de gordura é uma das possíveis complicações do uso da criolipólise, porém estudos mostram que é um evento raro, acontecendo em cerca de 0,0051 % dos pacientes, sendo mais comum no sexo masculino. O motivo de sua ocorrência ainda não é totalmente conhecido”, diz o cirurgião.

Com relação ao nível de dor, a criolipólise também leva vantagem. “Apesar da dor ser um sintoma muito subjetivo e variar para cada pessoa, ela tende a ser um pouco maior na lipoaspiração por ser mais invasiva e gerar mais trauma ao organismo. O resfriamento provoca um desconforto durante o procedimento e na massagem feita logo após a sua realização. A cirurgia tende a ter um período de mais dias com dor”, diz o médico.

Quanto aos cuidados, em ambos os casos, é fundamental que o paciente mantenha uma rotina de alimentação equilibrada e atividade física para que não ganhe peso e afete o resultado dos procedimentos. “No caso da lipoaspiração é fundamental ainda a realização de sessões de drenagem linfática e uso de malha elástica nas primeiras semanas após a cirurgia. As drenagens e a malha não são necessárias após a criolipólise”, finaliza o médico.

FONTE:

*DR. PAOLO RUBEZ: Cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade e pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. http://drpaolorubez.com.br/

guilherme.zanette@holdingcomunicacoes.com.br

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